Transformação Digital na Agrária Agroindustrial
Transformação Digital na Agrária Agroindustrial
Contexto
O contexto da ação de inovação na Cooperativa Agrária Agroindustrial foi pautado por uma necessidade estratégica de fortalecer a cultura de inovação, promover a transformação digital e estabelecer uma tomada de decisão baseada em dados.
O movimento se insere dentro de uma visão mais ampla de preparar a cooperativa para os desafios do setor agroindustrial, como aumento da competitividade, maior eficiência operacional e agilidade na execução de processos.
Além disso, havia um contexto cultural desafiador: a cooperativa tradicionalmente possui um perfil mais conservador, comum no setor agro, o que exigiu um trabalho estruturado e sensível para implementar novas práticas e quebrar paradigmas relacionados à inovação.
Desenvolvimento
A ação de inovação na Cooperativa Agrária se desenvolveu por meio de uma jornada estruturada, que combinou planejamento estratégico colaborativo, implementação ágil e capacitação interna.
Houve um trabalho prévio de sensibilização e alinhamento, preparando as lideranças e participantes para atuarem com visão sistêmica e colaborativa, rompendo com modelos tradicionais mais hierárquicos, além de uma visão de ambidestria organizacional. Ou seja, equilibrar a eficiência operacional já existente com a busca e exploração de novas oportunidades. Para tanto, a implementação da ação seguiu nas frentes de Transformação Digital e Inovação.
Com o planejamento definido, iniciou-se a execução por meio de squads multidisciplinares, que atuaram simultaneamente nas frentes de transformação digital e inovação. Para tanto, foi realizada formação de squads compostas por profissionais de diferentes áreas, garantindo diversidade de competências. Foi criado um modelo de gestão iterativo, com ciclos curtos para diagnóstico, correção de processos e prototipação de soluções. Também foram executados Design Sprints para acelerar a validação de soluções com foco na usabilidade e eficiência.
A ação se desenvolveu como uma verdadeira transformação cultural e operacional, sustentada por uma combinação de ferramentas ágeis, envolvimento sistêmico das áreas e preparo cuidadoso das pessoas, com foco na evolução da cultura organizacional da cooperativa.
Resultados
A aplicação estruturada das metodologias ágeis trouxe resultados expressivos. O projeto superou a meta de ideias implantadas de inovação (12), totalizando 18 ideias. Com isso, o número de processos melhorados com uso de tecnologia passaram de 10 para 15. Esses números indicam uma superação significativa das metas, refletindo maior eficiência, redução de desperdícios e aumento da produtividade.
A melhoria dos processos contribuiu diretamente para a redução de custos operacionais e aumento da agilidade nas entregas.
A inovação passou a ser percebida como uma prática contínua e não apenas pontual, fortalecendo a cultura de inovação. As metodologias ágeis consolidaram uma nova mentalidade baseada em colaboração, experimentação e aprendizado rápido.
A formação de agilistas internos desenvolveu competências internas, por meio da criação de base para a autonomia futura das squads, promovendo a autossuficiência da cooperativa na condução de projetos ágeis.
Embora os resultados tenham superado as metas, alguns pontos podem ser considerados como aprendizados para ações futuras. Antecipar ainda mais a capacitação interna. Apesar da formação de agilistas estar em curso, um preparo mais amplo logo no início poderia ter acelerado a autonomia das squads e reduzido a dependência de parceiros externos. Promover o uso mais intensivo de ferramentas digitais. Ainda que as metodologias ágeis tenham sido amplamente aplicadas, a digitalização das ferramentas de gestão poderia ser intensificada para garantir ainda mais transparência, rastreabilidade e colaboração remota.
Próximas iniciativas
Continuidade da transformação digital até o final de 2025. A cooperativa estabeleceu como próximo passo manter as squads multidisciplinares ativas, operando com foco em ciclos iterativos e colaborativos até o final de 2025. O objetivo é consolidar ainda mais as práticas ágeis, mantendo a inovação como parte estrutural da cultura organizacional.
Formação de agilistas internos é um dos movimentos mais estratégicos e críticos. Capacitar e formar agilistas internos que assumam a liderança na facilitação das squads e condução de metodologias ágeis. Isso porque reduz a dependência de consultorias externas, garante a sustentabilidade e autonomia da transformação ágil e fortalece uma cultura organizacional orientada à inovação.
A previsão é que, a partir de 2026, todas as iniciativas sejam conduzidas de forma totalmente autônoma pela cooperativa.
Responsável pelo case
Alessandro Branco
Especialista de Projetos Estratégicos
E-mail: acbranco@agraria.com.br
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